Nada é mais condicionado, digamos limitado, do que nosso sentimento do belo. Quem quiser pensar sobre ele separado do ser humano com o ser humano logo verá o chão ceder sob os pés. O "belo em si"é uma mera expressão, não é sequer um conceito. No belo, o ser humano se coloca como medida da perfeição, em casos seletos, adora nele a si mesmo. Uma espécie não pode senão dizer sim a si mesma desse modo. Seu instinto mais profundo, o da autopreservação e auto-expansão, ainda se manifesta em tais sublimidades. O ser humano acredita que o mundo está repleto de beleza - ele esquece de si mesmo como causa dela. Somente ele dotou o mundo de beleza, oh, de uma beleza muito humana, demasiado humana... No fundo, o ser humano se espelha nas coisas, acha belo udo o que lhe devolve a sua imagem: o juízo "belo"é sua vaidade de espécie... Pois o cético pode ouvir uma leve suspeita lhe sussurrar esta pergunta: o mundo realmente se tornou belo pelo fato de o ser humano tomá-lo por belo? Ele o humanizou: isso é tudo. Masnada absolutamente nada nos garante que justamente o ser humano constitua o modelo do belo. Quem sabe como ele se saíria aos olhos de um mais elevado juiz do gosto? Talvez ousado? Talvez até divertido? Talvez um pouco arbitrário?... (Friedrich Nietzsche - IX, 19, Crepúsculo dos Ídolos)
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Estética e a função da arte - video
http://video.google.com/videoplay?docid=5907304507208298959#docid=3571379329004150338
Estética e a sua percepção - imagem
http://conversearteexpandida.files.wordpress.com/2009/04contente1.jpg
MAQUIAVEL:POLÍTICA E ÉTICA

A tradição judaico-cristã e filosófica atribuiu a Maquiavel a responsabilidade pela separação entre ética e política, formando desse modo uma nova visão, voltada somente para os fins. Os fundamentos teóricos do Príncipe não partiram de uma Teologia, dos humanistas ou da filosofia, mas das experiências concretas dos grandes líderes da História da humanidade, principalmente da sociedade romana em seu período republicano.
A chave para o êxito está em reconhecer a força das circunstâncias, relacionando a necessidade com a exigência dos novos tempos, de maneira temporária e se possível de uma única vez, e nunca em benefício próprio. A virtu não deve ser entendida como um dado antropológico, mas um agir voltado ao bem comum. O valor não está nas medidas, mas na preservação do ideal de bem comum.
Por fim, a ética não é uma esfera independente das dimensões da existência humana, por isso, não pode ser desprezada, a fim de não justificar monstruosidades na intenção de construir algo melhor. Os fundamentos éticos não são cristãos, mas mesmo assim são éticos. A crítica à ética cristã não se torna uma crítica à religião, mas a uma ética que se descuida dos valores cívicos e com isso permite a tirania, a submissão e a dominação.
SGANZERLA, A. MAQUIAVEL: ser e parecer na política. In: Anor Sganzerla; Ericson Falabretti; Francisco Verardi Bocca. (Org.). Ética em Movimento: contribuições dos grandes mestres da filosofia. 1 ed. São Paulo: Paulus, 2008, v. 1, p. 69-81.
A chave para o êxito está em reconhecer a força das circunstâncias, relacionando a necessidade com a exigência dos novos tempos, de maneira temporária e se possível de uma única vez, e nunca em benefício próprio. A virtu não deve ser entendida como um dado antropológico, mas um agir voltado ao bem comum. O valor não está nas medidas, mas na preservação do ideal de bem comum.
Por fim, a ética não é uma esfera independente das dimensões da existência humana, por isso, não pode ser desprezada, a fim de não justificar monstruosidades na intenção de construir algo melhor. Os fundamentos éticos não são cristãos, mas mesmo assim são éticos. A crítica à ética cristã não se torna uma crítica à religião, mas a uma ética que se descuida dos valores cívicos e com isso permite a tirania, a submissão e a dominação.
SGANZERLA, A. MAQUIAVEL: ser e parecer na política. In: Anor Sganzerla; Ericson Falabretti; Francisco Verardi Bocca. (Org.). Ética em Movimento: contribuições dos grandes mestres da filosofia. 1 ed. São Paulo: Paulus, 2008, v. 1, p. 69-81.
Um pouco sobre Tales de Mileto.
Tales de Mileto
Segundo a tradição, o primeiro físico grego, isto é, o primeiro a investigar as questões referentes à natureza (phýsis). Sabe-se pouco a respeito de sua vida. Foi considerado um dos sete sábios da Grécia. De acordo com várias fontes, este pensador teria previsto o eclipse total do sol, em 585 a.C. Segundo conta Heródoto, importante historiador da Antiguidade, Tales teria desviado o curso do rio Hális, de modo que o exército de Creso, que Tales integrava, pudesse prosseguir viagem. São contadas, também, várias anedotas a seu respeito. Platão narra o caso em que Tales, enquanto olhava para o céu, observando os astros, caiu em um poço. Uma escrava trácia, que se encontrava por perto, riu do ardor com que ele procurava conhecer as coisas do céu, esquecendo contudo aquelas que estavam a sua frente e, precisamente, debaixo de seus pés. Aristóteles relata outra façanha: alguns concidadãos de Tales teriam censurado a este por causa de sua pobreza, alegando ser ela uma prova de que a filosofia para nada servia. Havendo previsto, por estudos astronômicos, que naquele ano haveria abundante colheita de azeitonas, Tales juntou um pequeno capital e, ainda no Inverno, comprou todos os lagares existentes em Mileto, por baixo preço. Quando chegou a ocasião da colheita, que de fato foi abundante, Tales alugou seus lagares pelo preço que desejou, obtendo grande lucro. Assim, ele demonstrou, segundo a interpretação de Aristóteles, ser fácil ao filósofo enriquecer, se desejar, não sendo, no entanto, isso de seu interesse. Do pensamento de Tales, pouco se sabe. Não é provável que este tenha escrito um livro, nem se conhecem fragmentos seus. Sua doutrina chegou até nossos dias somente na forma de comentários (doxografia), em escritos posteriores. Aristóteles, contudo, o designa como fundador da filosofia. Segundo se sabe, Tales teria afirmado ser a água o princípio (arché) de todas as coisas. No século XIX, Nietzsche analisa esta frase, conferindo a ela o estatuto de uma afirmação filosófica, por três razões: porque ela enuncia algo acerca da origem da realidade, porque o faz sem valer-se, ao contrário do pensamento mítico, de imagens ou fabulações, e porque nela está contido o pensamento: tudo é um. Tales teria, desta forma, sido o primeiro a investigar a unidade originária da realidade, ao perguntar pelo mesmo que se diferencia no múltiplo. Desta forma, é ele, efetivamente, o responsável pela primeira formulação filosófica de que se tem notícia no Ocidente. Segundo consta, também provém de Tales a afirmação: tudo está cheio de deuses. Para Aristóteles, esta frase parece indicar uma reflexão acerca da participação da alma na totalidade constitutiva do real. Esta participação é indicada pela presença do movimento na natureza; este é, segundo Tales, o modo próprio do anímico se manifestar na realidade.
Video sobre Mitologia Grega
http://www.youtube.com/watch?v=NzGzjqb2p5c&feature=fvst
Video muito interessante, retrata muito bem a mitologia pagã grega.
Video muito interessante, retrata muito bem a mitologia pagã grega.
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